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   Eles são o coração da região Oeste do Estado de São Paulo. Formam profissionais capacitados para lidar com o campo, um dos setores mais promissores de Presidente Prudente, considerada cidade polo do agronegócio. Esses são os cursos de agrárias. Neste seguimento, já se formaram na Unoeste quase 4 mil profissionais em seis cursos oferecidos pela universidade. Os primeiros nasceram há 30 anos e ainda hoje estão entre os mais procurados. Para conhecer um pouco desta realidade, esta reportagem buscou personagens e autoridades na Medicina Veterinária, o curso mais antigo da área, fundado junto com a Agronomia, mas que já colocou no mercado a maior parte dos egressos das agrárias: mais de 1.700 médicos veterinários.



O bem para quem nos quer bem

 



Descobrir através dos animais a si mesmo; sonhar e realizar; mais do que ouvir latidos, relinchos, miados, entre outros sons, a Medicina Veterinária faz entender e amenizar a necessidade de cada animal. Mas isso não é tudo! No final das contas são esses animais que ensinam, ajudam e melhoram o ser humano.


Desde pequena os animais mudaram a vida da estudante do 4º termo de Medicina Veterinária da Unoeste, Izabela Beatriz Patrício, de 18 anos. Diferente da maioria das crianças, foi o cavalo que mudou sua vida. Por conta de algumas dificuldades que enfrentava, ainda quando muito nova, a estudante precisou aprender a ser mais sociável e por isso começou a conviver logo cedo com cavalos como forma de terapia. A jovem morava em Curitiba (PR) quando começou os tratamentos, mas foi isso que a tornou uma pessoa mais sociável e despertou uma grande paixão pela profissão de veterinária.


Créditos


Repórter: Mariana Menotti

Foto principal: Roberto Mancuzo


“Por ter tido esse contato logo cedo com os cavalos, sonho em trabalhar com animais, principalmente aqueles de grande porte. Sempre fui muito curiosa, por conta disso, certa vez consegui ajudar a curar um cavalo que eu tinha através de muita pesquisa”, conta Izabela.


Sonhar não é tudo e a estudante sabe bem disso. Na vida real, além de cursar Veterinária, ela faz parte do Trote Solidário – Castração é a Solução, projeto idealizado pelo curso em que está matriculada na Unoeste. “O incentivo à castração tem o intuito de controlar a procriação de cachorros e gatos evitando também doenças. O principal foco é começar na Morada do Sol, mas logo ir para outros bairros do município, conscientizando a população sobre as zoonoses”, salienta.


As realizações da jovem não param por aí. A busca pela excelência na profissão começou antes mesmo de realizar a matrícula, quando pediu inúmeras dicas sobre o curso para uma prima, que já cursava Veterinária na instituição, para que pudesse adquirir um preparo e um diferencial. Como aprendeu desde pequena a enfrentar todas as dificuldades que a vida lhe preparou, no 2º termo do curso realizou estágios na área, inclusive na parte de cirurgia, que é o que realmente busca.


“Quando fui conhecer o Hospital Veterinário da universidade, soube que estavam sendo feitas inscrições para estágio na área de Cirurgia de Grandes Animais. Por ser o que almejo, não pensei duas vezes. Como tenho um tempo livre nas sextas-feiras, me inscrevi na hora. Se eu quero ser uma excelente profissional, tudo o que fizer tem que ser bem feito”, fala a estudante.


Buscar a realização profissional é basicamente tudo aquilo que um estudante planeja e sonha. O planejamento faz manter os pés firmes na direção do que é desejado, com a certeza de que muitas dificuldades virão pela frente. É nessa mistura que Izabela se dedica ao presente para que, no futuro, consiga cuidar com maestria dos animais, que em sua infância lhes dedicaram tanto cuidado.


“Sei que é uma área difícil, mas penso em ‘voar’ longe para concretizar esse sonho. Literalmente voar, lá para o Mato Grosso, onde planejo fazer minha carreira. Estou amando o curso. É tudo o que eu esperava e muito mais. O importante agora é não desistir”, conclui.






* números referentes até o 2º semestre de 2016.


Mariana Menotti
Professores e Alunos examinam animais do bairro Morada do Sol
Professores e Alunos examinam animais do bairro Morada do Sol



Castração é a Solução



Animais abandonados como se fossem descartáveis, isso ocorre diariamente no Morada do Sol. Relatos dos próprios moradores do local mostram que muitas pessoas levam seus bichos e abandonam por lá, como se fosse um depósito onde são colocadas coisas sem mais utilizações, esquecendo-se de que se trata de vidas.


O local possui um número alto de cachorros e gatos abandonados e por conta disso foi escolhido para o pontapé inicial da ação. Para que uma ação como essa aconteça, é necessário que todos os envolvidos trabalhem juntos com um objetivo maior, que é o de cuidar dos bichinhos.


A coordenadora do curso de Medica Veterinária, Rosa Maria Barilli Nogueira, conta que a iniciativa de promover a ação partiu da aluna Juliana Petri, que cursa o 7º termo da graduação.


“A ideia foi dela e nós ajudamos a desenvolver e colocar em prática. Ela escolheu o bairro, que é menos favorecido e afastado do centro da cidade. Devido a essa carência, apoiamos a escolha”, acrescenta.


Depois de abandonados, sem nenhum tipo de proteção, os bichinhos ficam doentes e levam doenças a outros animais e até aos humanos. A castração aparece como forma de solucionar o problema. A ação moveu dezenas de pessoas, que se sensibilizaram. Até mesmo alguns parceiros se prontificaram no sentido de arrecadar verbas para realizar os procedimentos.



 

Produção: Mariana Menotti e Heitor Silva / Edição: Mariana Menotti / Videografismo: Julio Dourado



Além de salvar a vida dos animais, o projeto também ajuda o bairro, diminuindo o risco dessas doenças. E o aluno aprende na prática a fazer os procedimentos cirúrgicos.


Dar início a um trabalho como esse parece ser fácil, mas não é. A vontade de cuidar dos animais tem que estar ativa todos os dias para que tudo ocorra da maneira certa. Por conta disso, o projeto aconteceu ao longo do 2º semestre. A intenção, segundo a coordenadora do curso, é de que não pare por aqui, que outras turmas continuem em bairros diferentes.


“Um projeto que visa o bem estar humano e do animal. Não é uma questão assistencial, é para que no final você tenha um retorno para sociedade. Dentro da veterinária não pensamos só no animal, temos que atingir um todo. Por isso, toda ação feita é voltada para esse sentido, mostrar um retorno para a população”, diz.


A aluna, Juliana Petri, que sonhou com o projeto e ajuda na execução, explica que, no dia três de setembro, quando foi realizada a primeira ação, mais 20 cachorros foram selecionados e foram castrados no dia 24 de setembro de 2016.


A realização, que envolve estudantes de todos os termos de Veterinária, foi bem aceita e todos trabalham juntos por um bem maior. “Muitas doenças são transmissíveis para humanos, por isso essa ação irá ajudar a conscientização da população e os cuidados que eles devem tomar com os animais. Nossa pretensão é expandir para outros lugares da cidade”, relata Lara Vasconcellos, do 3º termo.


Cuidar desses bichinhos não é tarefa fácil, requer gastos que muitas vezes os próprios donos não possuem, como é o caso de uma das moradoras do bairro atendido, Elizangela Sampaio, de 32 anos. “A gente precisa dessa ajuda. Para operar todos os animais que tenho fica muito caro e eu não tenho condições. Quando aparece alguém assim querendo nos ajudar, não podemos perder a chance. O bairro todo precisa da ajuda dos alunos da Unoeste”, completa.


 
Mariana Menotti
Alunos realizam atendimento ao público para o cadastro de animais
Alunos realizam atendimento ao público para o cadastro de animais


Para participar


Como qualquer procedimento, para participar do projeto é necessário um cadastro com nome, endereço e telefone do proprietário do animal. Além disso, a aluna Raissa Sorio, do 4º termo de Veterinária, explica que é preciso informar também a idade do cachorro ou gato, se o animal já tomou alguma vacina e se é chipado. Depois do cadastro completo, o dono do animal é informado do dia em que o procedimento ocorrerá.

 

Cedida/Unoeste
Fazenda Experimental
Fazenda Experimental localizada em Presidente Bernardes

Ciências Agrárias


Mais do que cuidar dos animais, a Medicina Veterinária da Universidade do Oeste Paulista, a Unoeste, integra o grupo de Ciências Agrárias e busca oferecer resultados que reflitam de forma positiva na sociedade. Para isso, através dos profissionais formados oferece resultados no que se refere a produção animal e de alimentos, saúde e sanidade animal, proteção ambiental, saúde pública e biotecnologia.


Fundado há 30 anos, o curso já colocou mais de 1.700 veterinários no mercado. Nesse caminho percorrido pelos acadêmicos, várias atividades e prestação de serviços são oferecidas à comunidade local com o intuito de mudar vidas.


No último semestre de 2016, foram 647 alunos matriculados de primeiro a décimo termos. Todos eles na busca pela excelência na profissão. Para isso contam com um total de 36 professores, que trabalham juntos, na intenção proporcionar agora todo o conhecimento possível para cada estudante, que será o profissional do futuro.


Mas a área de agrárias não para por aí. O curso de Agronomia, por exemplo, formação de grande influência em Presidente Prudente, também faz parte desta área de conhecimento e teve início junto ao curso de Veterinária. Nasceram juntos, cresceram e ainda mudam as histórias de muitas pessoas.


Com dados atuais, o curso formou mais de mil alunos e é uma das profissões que mais cresce no mercado brasileiro, tudo em função do desenvolvimento do setor agrícola e da pecuária que já toma conta de 35% do Produto Interno Bruto (PIB) e que avança cada vez mais na área da exportação.


Formar profissionais habilitados a aumentar a produtividade e rentabilidade na criação de animais e no desenvolvimento de produtos, esse é o objetivo do curso de Zootecnia da Unoeste. Além disso, busca consolidar nestes profissionais conhecimentos científicos e tecnológicos na área da produção animal, com consciência ética, com visão crítica e global da conjuntura econômica, social, política, ambiental da região onde atua, do Brasil e do mundo. O curso também passou a fazer parte da Instituição em 28 de fevereiro de 1987.


Voltados para os cuidados da fauna e da flora também estão os cursos de Agronegócio e Produção Sucroalcooleira. Chegaram na Universidade um pouco mais tarde, porém são tão importantes quanto os demais, visto que o mercado nacional há anos vem se moldando para este setor. A Produção Sucroalcooleira nasceu em oito de maio de 2003. Anos depois nasceu o Agronegócio, para integrar a família, em dois de agosto de 2008.


As Ciências Agrárias englobam campos promissores, de grande importância para a sociedade. Os cursos oferecidos pela Unoeste nesta área vieram para somar junto aos alunos e proporcionar maior conhecimento, para que depois de formado, o profissional exerça sua profissão com dedicação.


 



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