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   Mais do que somar, diminuir, dividir e multiplicar, a matemática presente nas profissões é responsável por organizar a vida das pessoas. De uma simples coordenação nos gastos familiares, ao raciocínio necessário para que um aparelho tecnológico “pense” por si só, e até mesmo os cálculos que garantem que uma casa ou um prédio se mantenham em pé, as Ciências Exatas estão presentes na vida de todas as pessoas, embora muitas prefiram acreditar que podem ignorá-las. Mas é para aqueles que gostam de entender o mundo de forma concreta que levam este universo para a vida profissional. Atualmente a Unoeste oferece 16 cursos que precisam da lógica e já colocaram no mercado 4.164 profissionais.

   Com seis cursos, a Faculdade de Informática de Presidente Prudente foi considerada a melhor faculdade na área de Computação do país pelo MEC (Ministério da Educação) em 2012. Diversos projetos que contribuem para o desenvolvimento da tecnologia em Presidente Prudente são lançados anualmente. Nesta reportagem multimídia é possível entender de que maneira o Mutirão do Lixo Eletrônico mudou o pensamento do morador prudentino.



E quando a tecnologia se torna descartável?




 

Não há dúvidas, a tecnologia é a extensão do homem da atualidade. Um conceito trazido por Marshal McLuhan na década de 1950, mas vivenciado profundamente nos dias de hoje. Saber usufruir de todas as ferramentas oferecidas já nem é segredo, especialmente para aqueles que nasceram com elas. Mas é preciso também ter consciência de como descartar o material que ficou sem uso, obsoleto.


Foi pensando nisso, que a Faculdade de Informática de Presidente Prudente (FIPP), da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), realiza anualmente um projeto em prol da cidadania: o Mutirão do Lixo Eletrônico, idealizado por Rogério Alessi.


 


Rogério Alessi
Professor e idealizador do Mutirão do Lixo



 

A ação é geralmente realizada no mês de junho, com o intuito de conscientizar a população sobre o descarte adequado do material eletroeletrônico que já não é mais usado. Isso é feito para evitar a contaminação no lixo comum e estimular o reuso de materiais e diminuir a exploração dos escassos recursos naturais. Além disso, contribui ainda mais para o desenvolvimento da cidade.


“Quando eu vou a outras cidades, percebo que é comum ver, principalmente em lixões e terrenos abandonados, televisores, impressoras e até computadores. Em Prudente é muito raro você ver isso, porque as pessoas sabem que vai ter um evento para poder fazer a coisa certa. E como tem os cupons para preencher e ganhar brindes, acaba atraindo ainda mais a população. É um evento muito bacana. Estamos orgulhosos de ter criado isso em Prudente”, conta Rogério Alessi.


A mão de obra fica por conta dos alunos da Fipp, que participam voluntariamente pela universidade para colocarem o projeto em prática. Isso acontece desde 2009, conforme o coordenador do curso de Sistemas de Informação, Haroldo Cesar Alessi. No primeiro ano foram duas realizações e depois da terceira vez, passou a ser anual.


Créditos


Repórter: Laís Santos

Foto principal: Heitor Silva



1º Multirão do Lixo Eletrônico 1º Mutirão
2º Multirão do Lixo Eletrônico 2º Mutirão
3º Multirão do Lixo Eletrônico 3º Mutirão
4º Multirão do Lixo Eletrônico 4º Mutirão
5º Multirão do Lixo Eletrônico 5º Mutirão
6º Multirão do Lixo Eletrônico 6º Mutirão
7º Multirão do Lixo Eletrônico 7º Mutirão
8º Multirão do Lixo Eletrônico 8º Mutirão
9º Multirão do Lixo Eletrônico 9º Mutirão
10º Multirão do Lixo Eletrônico 10º Mutirão

Mas como nada nessa vida se faz sozinho, com o Mutirão não é diferente. A Unoeste conta com o apoio de grandes parceiros, como a Prefeitura Municipal de Presidente Prudente e uma empresa responsável pela coleta, que pode variar de um ano para o outro. “Eles fazem todo o transporte e a logística. Neste último Mutirão que fizemos, foram arrecadadas cerca de 60 toneladas de lixo eletrônico e aproximadamente quatro mil pessoas passaram pelo local. O material é levado sem nenhum tipo de custo, para uma fábrica, onde fazem a descaracterização. Quando falamos em materiais, tratamos de recolher pilhas, baterias, teclados, tudo que envolva lixo eletrônico”, explica o coordenador.

 

O palco deste evento é o Parque do Povo, em frente à emissora TV Fronteira. Entre a manhã e à tarde cerca de 210 alunos divididos em duas equipes, com pelo menos 15 professores em cada equipe, recebem os lixos da população.


São dez edições realizadas. A gratificação maior dos realizadores é quando veem o quanto a população abraçou a causa. “Nós temos estimados de que foram 60 toneladas na última coleta. Temos percebido que há uma credibilidade no projeto, pois a pessoa aguarda até realizarmos a ação para descartar o lixo. Já recebemos descartes de moradores de várias cidades da região e que vieram até Prudente somente para isso”, conta Haroldo.


 

Cedida/FIPP
10º Mutirão do Lixo Eletrônico
10º Mutirão do Lixo Eletrônico.


O principal foco é a comunidade, pois as empresas possuem condições de pagarem fretes que recolham esse lixo. “A ideia do Mutirão é atender a população e algumas vezes fomos vistos como semente e conseguimos plantar em outras pessoas e locais a ação”, explica o coordenador.


O aluno do 7° termo de Sistemas de Informação, Yan Cristian Scalão Garcia, participou do Mutirão na última edição. “Depois de ver a quantidade absurda de lixo eletrônico que arrecadamos, sem a menor sombra de dúvidas, só testemunhando a quantidade enorme de lixo e participando do evento que constatei como é extremamente importante ter uma forma correta de descartar tudo isso. O evento serve perfeitamente para o seu propósito”, ressalta o estudante.


Conforme o sucesso do último Mutirão que ocorreu em junho de 2017, o idealizador do projeto, Rogério Alessi, conta que a próxima edição já está agendada e ocorrerá no dia 9 de junho de 2018.


 

INTEPP


Mas não para por aí. Outros projetos fazem parte da Fipp, como a Incubadora Tecnológica de Presidente Prudente (Intepp).


“A incubadora é um movimento antigo. Nós fomos tentando criar um cenário e o nosso cenário é na área do futuro, quer dizer, você fala assim: ‘por que a Fipp acaba se envolvendo com essas coisas?’ Você precisa ter uma torre de desenvolvimento, não tem jeito, e a universidade poderia simplesmente fazer este papel. Prudente teve um prejuízo em 30 anos irrecuperável. Nós ficamos parados por muito tempo na nossa área principalmente e os secretários dos governos anteriores muito ruins no sentimento de desenvolvimento e organização. A incubadora entra em qual cenário? Se eu penso que aqui nosso projeto daqui a 10 anos é transformar a região em referência em produção de software no Brasil, quer dizer, como eu alimento esse ciclo de empresas nascendo e morrendo, saindo e chegando. Quem faz essa função é a incubadora”, relata Emerson Silas Dória, coordenador da Fipp.


Atualmente a incubadora é municipal, mas nasceu de um projeto construído dentro da Unoeste e gera um enorme impacto social, pois cria empresas dentro do município, consequentemente gera empregos, rendas e tudo mais. Outra conquista que é importante citar, é o Centro de Inovação de Presidente Prudente. O projeto tem como parceiros a Fipp e a Prefeitura de Presidente Prudente.


De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação (Setec), Rogério Alessi, uma lei foi sancionada pelo prefeito do município que dispõe o prédio da Fundação Educacional ‘Vicente Furlanetto’ para uma reforma de estruturação e institui a Fundação de Educação, Pesquisa e Inovação (Fundepi) de Presidente Prudente ‘Vicente Furlanetto’, que será conhecida como Centro de Inovação Tecnológica.


Como o nome já diz, o projeto visa a inovação e até mesmo a ciência, sendo assim, alunos ou até mesmo profissionais que já estão no mercado de trabalho poderão usufruir e colocar em prática o seu lado criativo, empreendedor e inovador com este projeto.


O futuro Centro de Inovação está previsto para ser entregue oficialmente em setembro de 2017.

 

Cedida/Unoeste
Laboratório de Criação (FIPP)
Laboratório de Criação (FIPP).

A FIPP


Além de integrar a área de Exatas, na questão de conhecimento, o foco em tecnologia foi de grande importância para Presidente Prudente. Os projetos e ações propostas pela faculdade somam junto à sociedade, que se une em busca de bons resultados e melhorias. A tecnologia tem papel fundamental em todos os lugares, mas em Prudente, a Fipp conseguiu que isso fosse ainda mais importante.


São 54 professores que trabalham juntos em busca de melhorias no município e formação de profissionais através da Fipp, desde 1987. E já foram mais de 1.200 profissionais formados, contando com os cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação (Bacharelados); Graduações Tecnológicas em: Sistemas para Internet, Gestão da Tecnologia da Informação, Redes de Computadores e o mais recente, Jogos Digitais.


Para Moacir Del Trejo, diretor da Fipp, a qualidade do curso é indispensável. “É devido à seriedade das coordenações e do corpo docente que já tivemos muita gente de fora com qualidade excelente e hoje, temos um corpo docente onde a maioria dos doutores e mestres são egressos que se formaram com essa filosofia. É a tentativa de recuperar a formação ética e moral do sujeito, a conduta”, ressalta Del Trejo.


 

Cedida/Unoeste
Laboratório de Construção Civil do Campus II (FEPP)
Laboratório de Construção Civil do Campus II (FEPP).


Números de quem trabalha com números



Além dos cursos na área de tecnologia, a Unoeste também tem aqueles que ajudam a desenvolver projetos físicos, como as Engenharias. Todos levam a lógica e a matemática como base para desenvolver o conhecimento.


Atualmente existem os cursos: Engenharia Civil, Engenharia Ambiental e Sanitária, Engenharia de Produção e Engenharia Elétrica.


A Faculdade de Engenharia “Cons. Algacyr Munhoz Maeder”, conhecida como Fepp, tem o curso de Engenharia Civil como um dos cursos mais antigos da instituição, já que teve seu início em 1980.


Além de capacitar profissionais para trabalhar na elaboração e execução de projetos na área de construção civil, o curso já formou mais de mil engenheiros.


Ivan Salomão Liboni é o professor pioneiro do curso. Foi ex-diretor da Engenharia Civil, já faz parte da história da Engenharia há 35 anos e é um dos homens que usam da lógica para construir projetos.


“Aqui no Campus II, eu só não me envolvi na construção do prédio B3, B2 e da igreja, os outros todos eu estive na participação do projeto e na execução. Mas a Torre de Cristal, o Bloco B1, o Hospital Veterinário, o bloco de laboratórios, o prédio de apartamento lá na frente e o prédio de apartamento aqui no fundo, toda parte de Zootecnia e aquelas construções zootécnicas, os laboratórios, na verdade participei de quase todos”, lembra Ivan.


Sendo assim, visto que o raciocínio lógico se encontra em vários cursos na área de exatas da Unoeste, também aguça a inteligência e prepara tanto o profissional da área de informática como da engenharia e vários outros cursos que utilizam das habilidades em matemática, cálculos, lógica e que juntos estabelecem um preparo para o mercado de trabalho.





* números referentes até o 2º semestre de 2016.




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