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   Uma preocupação latente do mundo contemporâneo é estar em dia com a saúde. São diversos os programas de televisão, cadernos especiais em jornais, sites especializados que buscam diariamente ditar uma vida mais saudável. Mas para alcançar esse objetivo, é preciso acompanhamento com profissionais da saúde. Sejam eles médicos, dentistas, fisioterapeutas, professores de Educação Física e até aqueles que cuidam da alimentação como os formados em Nutrição e Gastronomia, ou com a aparência, como a área de Estética.


   Esta reportagem buscou na Unoeste, de que maneira esses profissionais são preparados para atender um mercado cada dia mais interessado no bem-estar. Para isso, o curso de Medicina, que completou 29 anos em 2017, foi o escolhido para mostrar como foi importante para mudar a identidade prudentina, especialmente após a fundação, também pela universidade, do Hospital Universitário.



De alunos, médicos e pacientes: a Medicina transforma vidas




 

Eu não conhecia São Paulo, não conhecia nada. Lembro que a primeira impressão que tive da universidade foi diferente porque lá em Minas todas as faculdades são fechadas. Você só entra no portão identificado. Quando cheguei aqui, peguei um mototáxi da rodoviária até a universidade, pois precisava fazer a matrícula urgente. Quando eu cheguei, ele me deixou e falou que ali era a Unoeste. Eu pensei: ‘mas é tudo aberto?’ Vi os banquinhos e fui caminhando entre os blocos e que diferente né? Outra coisa é que eu achei a cidade linda quando eu desci. Achei Prudente muito bem organizado”. E foi assim, com olhos de admiração que começou a história da estudante de Medicina Deidiane Andrade, que se aventurou ao sair de Paracatu, em Minas Gerais, para estudar na Unoeste.


A universitária faz parte dos 1.500 alunos matriculados no curso. No entanto, para que o curso de Medicina tornasse realidade, foi preciso ultrapassar algumas barreiras e depois de tantas dificuldades até a implantação do curso em Presidente Prudente, vieram as glórias e os formandos da primeira turma realizavam o sonho de tornarem-se médicos.


Créditos


Repórter: Heitor Silva

Foto principal: Olavo Martins


Olavo Martins
Deidiane
Deidiane Andrade expressa amor por sua profissão


Para a coordenadora de Medicina, Nilva Galli, a implantação do curso colaborou para o desenvolvimento de todos os cursos na área da saúde, mesmo aqueles que já existiam, como: Odontologia, Farmácia e Enfermagem. “Com a vinda do curso de Medicina eu posso dizer que todos melhoraram.”


Não há dúvidas sobre o papel transformador de uma universidade para a cidade em que ela está instalada. Cada curso tem a função de trazer o progresso para um setor do município. Formar profissionais que respondem por setores da saúde traz responsabilidade para aqueles que preparam os futuros médicos, dentistas, fisioterapeutas e tantos outros profissionais, que junto ao seu diploma carregam os anseios e podem ser a tranquilidade de uma população. A partir da boa formação, essa equipe que chega ao mercado, traz consigo amparo ao setor que mais necessita de suporte em uma sociedade.


Para garantir o sucesso do curso foi preciso mudar. Nilva conta ainda que em junho de 2014 realizou algumas mudanças estabelecidas pelo MEC. Uma delas foi a inserção de novas metodologias de ensino. “Isso que fez a gente crescer”, esclarece.


Atualmente, o curso de Medicina tem 220 vagas e já chegou a receber em média dois mil inscritos para o vestibular no último ano. A concorrência é relevante, afinal o curso da Unoeste está entre os dez melhores do país, conforme o Ministério de Educação (MEC). Na visita in loco realizada em 2013 para renovação de reconhecimento de curso, a Medicina alcançou a nota máxima do Ministério, ficando então com conceito 5. Outra coisa que desperta o interesse do aluno é a estrutura que o local oferece, além, é claro, da qualidade do corpo docente.






* números referentes até o 2º semestre de 2016.


Cedida/Unoeste
Laboratório de Simulação
Laboratório de Habilidades e Simulação


Um dos principais fatores de sucesso foi o Hospital Regional, que nasceu como Hospital Universitário para atender ao curso de Medicina pela própria Unoeste e foi considerado um marco para Presidente Prudente.


O HR



Deidiane, a aluna que veio de Minas, citada no início desta reportagem, após fazer sua matrícula, perguntou onde estava localizado o hospital e foi indicada a andar apenas uns poucos quarteirões. “Quando eu atravessei a avenida e vi o hospital, aí eu chorei. Não conseguia acreditar que estava neste hospital, tão valorizado em bem estruturado”.


 
Cedida/ hospital regional
Fachada HR - Presidente Prudente
Hospital Regional de Presidente Prudente, referência em saúde para a região.

Não era apenas um hospital, era o local onde as pessoas depositariam sua fé em busca de uma saúde melhor. Foi então, que em 1997 o Hospital Universitário Doutor Domingos Leonardo Cerávolo, mais conhecido como HU, começou a mudar vidas. Nele foram instalados a maioria dos cursos da área da saúde, o que para os alunos facilitou a inserção da teoria na prática.


Nilva, que também foi aluna do curso na terceira turma, retrata que na época “nem existia a ESF [Estratégia Saúde da Família] ainda, então nós íamos nas UBS [Unidades Básicas de Saúde] e na Santa Casa de Misericórdia. Depois foram surgindo outros serviços, até o HR, quando então foi possível ter um cenário de ensino médico. Foi aí que realmente alavancou.”


 

O antigo HU


Doze anos depois de sua fundação, o Hospital Universitário foi comprado pelo Governo do Estado de São Paulo e passou a se chamar “Hospital Regional de Presidente Prudente Doutor Domingos Leonardo Cerávolo”, o HR, que desde então, tem sido referência na área da medicina para toda a região.


Composto por quatro blocos verticais, de quatro a seis pavimentos cada, o HR é dividido em um bloco administrativo, bloco para serviços especializados e dois blocos para unidades de internação. Todas as unidades são interligadas com escadas laterais, intermediária, amplos corredores e oito elevadores.


São 550 leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) e 56 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Além disso, são aproximadamente dois mil funcionários. Atualmente, o lugar que salva vidas de pessoas de toda região está sob a responsabilidade da Organização Social de Saúde (OSS) Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus, entidade filantrópica cristã sem fins lucrativos dedicados a acolher, cuidar e servir aqueles que mais necessitam, com atuação nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Pará e também no Haiti.


 


Frei Jacó Silva
Diretor administrativo do HR



 

O local não ajuda somente pacientes, mas forma profissionais, pois é ali que os alunos do curso de Medicina realizam suas residências, através de um bolsa de estudos oferecidas pelo Governo e também o período de estágio proposto pela universidade.


Em média, o hospital acolhe para atendimento médico 70 mil pessoas por mês. Só no pronto socorro são quase 600 por dia. São 45 municípios da região do Oeste do Estado de São Paulo, com demanda indireta do Paraná e Mato Grosso do Sul.


E como não bastasse todo amor pelos pacientes, mais de mil alunos da Unoeste, entre os cursos de Medicina, Biomedicina, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Nutrição e Radiologia, também colaboram diariamente.


 

Produção: Mariana Menotti e Heitor Silva / Edição: Heitor Silva / Videografismo: Julio Dourado




Gratidão e Reconhecimento


“Fazer Medicina é doar o nosso tempo para o próximo, doar a nossa atenção”, assim pensa Deidiane. Seu reconhecimento pela Unoeste não para por aí. Ouça o depoimento dela à equipe do Quatro Campos:


 


Deidiane Andrade Estudante do curso de Medicina



 

Nilva, a atual coordenadora do curso compartilha do mesmo sentimento. Ouça o áudio:


 


Nilva Galli Coordenadora do curso de Medicina



 


Profissões que garantem o bem estar



Biomedicina, Enfermagem, Educação Física (bacharelado e licenciatura), Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição, Radiologia, Odontologia, Ciências Biológicas e, por fim, Medicina. São estes os cursos que compõem a área das Ciências Biológicas e da saúde da Unoeste. Esta ciência, desde a sua implantação, tem contribuído diretamente para melhorar a qualidade de vida não só dos moradores do município, mas também de toda a região prudentina.


Além dos cursos já citados dentro dessa área, cursos como Gastronomia, Estética e Cosmética fazem parte dos que contribuem para uma vida mais saudável. Juntos, esses cursos já formaram mais de 15,5 mil acadêmicos.

 
 



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